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FIEP

quinta, 01 de agosto de 2019
OS CAMINHOS PARA A INOVAÇÃO

Por meio de iniciativas voltadas para a inovação, empresas do Sudoeste têm a oportunidade de obter apoio para desenvolver seus produtos e serviços

 

Segundo um levantamento da Clarivate Analytics, empresa norte-americana especializada em análise de pesquisas, o Brasil é o 13º maior produtor de publicações científicas no mundo. Mas muitos desses estudos não saem da teoria, já que o número de patentes não é expressivo: em 2018, o país teve 7.473 pedidos, de acordo com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

A distância entre teoria e prática pode ser reflexo do baixo investimento em inovação, pois somente 1,2% do PIB brasileiro é destinado a pesquisa e desenvolvimento, de acordo com um levantamento encomendado pelo Senai ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). Além disso, o país está em nono lugar no ranking mundial de investimentos em inovação do Fórum Econômico, atrás de potências como China, Estados Unidos e Japão.

Por isso, mudar esse cenário para estimular a criação de novos produtos e serviços é fundamental. “Os empresários enfrentam muitos desafios para se manter no mercado, que demanda uma preocupação constante com a produtividade. Mas no cenário globalizado em que vivemos, com uma invasão de produtos chineses e americanos de alto valor agregado, é preciso pensar em inovação o tempo todo”, comenta Fabrício Luz Lopes, gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep.

Há dez anos, a instituição oferece às indústrias consultorias customizadas para a gestão da inovação, para mostrar que inovar é um processo democrático, pensado por todos e para todos. “Não é só montar uma área com algumas pessoas trabalhando em novas ideias. É uma tarefa diária, com estratégias claras e processos bem definidos, como em todos os setores da empresa”, explica o gerente executivo.

Além das consultorias adaptadas para cada tipo de negócio, o Sistema Fiep atua com institutos de inovação e tecnologia, que têm o papel de prestar apoio para que as empresas se tornem cada vez mais competitivas, e com as aceleradoras, que desenvolvem startups e as auxiliam na abertura de mercados.

Aceleradora em Pato Branco é a primeira do Sistema Fiep no interior (subtítulo azul)

Em agosto de 2018, a instituição inaugurou sua primeira aceleradora no interior do Estado, em Pato Branco. A estrutura possibilita que os empreendedores da região Sudoeste estabeleçam vínculos com a indústria e desenvolvam produtos, serviços ou processos inovadores de forma mais aderente ao mercado.

Instalada na Casa da Indústria, a Aceleradora conta hoje com três empresas em processo de aceleração, e ainda há espaço para mais duas. Para participar, as startups precisam submeter seus projetos por meio do edital disponível neste site. As selecionadas ficam em processo de aceleração por 12 meses, que pode ser renovado por mais 12.

Para Juliano Lima, coordenador local do processo, as empresas participantes contam com todo o apoio consultivo do Sistema Fiep. A instituição também contribui para a inserção das startups no mercado. “Além disso, as empresas têm acesso a qualquer um de nossos institutos para desenvolver e validar seus produtos, podendo, também, utilizar todos os serviços que o Sistema Fiep oferece”, conta.

Em processo de aceleração desde janeiro deste ano, a LeadFinder, que desenvolve soluções de leads e CRM de forma customizada para seus clientes, foi destaque em julho no InovAtiva, um programa de aceleração nacional em larga escala. Com apenas um ano no mercado, a empresa foi reconhecida na categoria Marketing e Comunicação, após concorrer com cerca de 800 companhias de todo o país. “Foi uma surpresa para nós, já que ainda somos novos e não recebemos aporte financeiro”, conta Fernando Osmarine, CEO e um dos fundadores da LeadFinder. A participação no evento aproximou a startup de investidores, aceleradoras, fundos de investimentos e clientes em prospecção.

“O Sistema Fiep tem nos ajudado muito na conexão com as indústrias e no relacionamento com o público investidor. Além disso, as mentorias que recebemos para melhorar nosso produto e sua amplitude de atuação têm sido fundamentais para o crescimento da nossa empresa”, explica.

Fonte: Assessoria Fiep