Para o economista José Maria Ramos, coordenador do Grupo de Pesquisa, Planejamento Econômico e Crescimento da Unioeste, a iniciativa do governo em reduzir a tarifa de energia elétrica tanto para o setor industrial como para os consumidores residenciais visa estimular a competitividade primeiramente da indústria brasileira, que paga uma das maiores tarifas, principalmente quando comparadas com países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
Ao propor uma redução de 20% a 28% para o setor industrial, o objetivo é ampliar a competitividade da indústria brasileira, seja no mercado doméstico ou internacional. “Essa medida permite uma economia ao setor industrial que pode canalizar esses recursos para novos investimentos, contribuindo para o crescimento econômico.”
Para os consumidores residenciais, a redução na conta de energia será superior a 16%, com isso o governo espera que o brasileiro, ao ter uma redução na conta de energia, canalize esses recursos para o consumo de outros bens, incentivando a demanda interna.
De acordo com ele, essas medidas são fundamentais para melhorar a competitividade da economia brasileira, mas só isto não é suficiente, faz-se necessário fortes investimentos em infraestrutura básica, praticamente em todos os setores, e ao mesmo tempo promover uma política de formação de poupança tanto do setor privado como do governo. “E, também, não podemos esquecer da tão sonhada reforma tributária.”
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