ECONOMIA

segunda, 02 de julho de 2018

EM TRÊS ANOS, PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DO SUDOESTE MELHORAM NO ÍNDICE FIRJAN DE DESENVOLVIMENTO

As três maiores cidades da região oscilaram nos indicadores individuais que compõem o Índice Firjan — Saúde, Educação e Emprego e Renda —, mas, no geral, tanto Francisco Beltrão como Pato Branco e Dois Vizinhos melhoraram suas colocações e subiram no ranking que mede o desenvolvimento municipal das cidades brasileiras. Nesta semana, a Firjan divulgou os dados referentes aos anos de 2014 a 2016 e que colocam as duas maiores cidades do Sudoeste entre as dez melhores do Estado.


Pato Branco, por exemplo, atingiu índice de 0,8737, o quarto melhor do Paraná e um dos 20 melhores do País. No município, o maior destaque é o indicador que mede a qualidade da saúde, que chegou a 0,9370 em 2016. Já em Beltrão, o IFDM consolidado foi de 0,8486, considerado alto, mas abaixo dos registrados em 2013 e 2014. No quesito saúde, o indicador ficou acima dos 0,900. Em Dois Vizinhos, o índice de 2016 foi o maior dos três últimos anos, mas ainda abaixo do IFDM de 2012 e 2013.


Se forem consideradas as três últimas edições do Índice Firjan, as três cidades registraram aumento no indicador geral de desenvolvimento municipal, mas em ambas o índice de Emprego e Renda teve queda nos últimos anos. O indicador de empregabilidade caiu em 2015 e 2016 e ficou abaixo dos 0,800, mesmo assim num nível considerado de desenvolvimento moderado pela Firjan. 
Apesar de menores, outros municípios da região aparecem bem colocados no IFDM relativo a 2016. É o caso de Itapejara D’Oeste (13º no Estado e 106º no País), Realeza (14º no Estado e 107º no País) e São João (28º no Estado e 266º no País). Todos com índice geral acima dos 0,800, considerado de alto desenvolvimento.

Infraestrutura de fora
Na visão do Irdes (Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social) os indicadores refletem apenas uma parte da realidade dos municípios do Sudoeste, que, apesar de oferecer bons serviços públicos, ainda carecem de infraestrutura, principalmente logística.


“O Índice Firjan é válido e congrega indicadores que representam, em boa parte, o desenvolvimento das cidades, mas não contempla critérios de infraestrutura que também estão ligados ao desenvolvimento municipal. No caso da nossa região, por exemplo, temos estradas que não são as ideais, nem linha aérea e rodovia e essa é hoje a nossa maior barreira para podermos desenvolver melhor a região”, explica a vice-presidente da entidade, Cirene Vanzela Miotto.

A metodologia
Em Emprego e Renda, a Firjan considera a geração de empregos formais e de renda, os salários médios, desigualdade entre a população e absorção da mão de obra. Em Saúde, os critérios avaliados são o número de consultas pré-natal, óbitos infantis por causas evitáveis, óbitos por causas mal definidas e também a internação sensível à atenção básica. Já no quesito Educação são observadas as matrículas na educação infantil, média de horas/aula diárias, formação dos professores, o Ideb e o abandono escolar.

Fonte: Jornal de Beltrão/Leandro Czerniaski

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