REGIÃO

segunda, 02 de julho de 2018

ESTUDO REVELA IMPACTO DE INCUBADORA NO ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO

A Incubadora de Inovações da UTFPR (IUT) - Campus Pato Branco divulgou, em maio passado, estudo retratando o impacto da iniciativa para o ecossistema de inovação da região sudoeste do Estado. O relatório revela que, de 1998 a 2017, a IUT teve 78 empresas incubadas e pré-incubadas de base tecnológica. Desse total, 15 empreendimentos foram apoiados em 2017 pelo programa e oito empresas (10,25%) foram graduadas pela incubadora nessas duas décadas e permanecem ativas na região sudoeste do Paraná.

Das oito empresas ativas, três já responderam ao questionário elaborado pela gerência da IUT. E os números preliminares são impactantes: R$ 45,46 milhões em faturamento, R$ 3,45 milhões pagos em impostos, 189 empregos gerados e cinco marcas e patentes registradas, apenas em 2017. A relação das graduadas tem Sponte (softwares de gerenciamento), CTS Informática (softwares para Fonoaudiologia e Fisioterapia), Softfocus (produtos, serviços e projetos de software), SAG (software de gestão agrícola), Multivia (serviços técnicos em emissoras de rádio e televisão), Inobram (automação agrícola), INteligere Sistemas (softwares para pesquisa) e Gentus (sistemas médicos).

Atualmente, 14 empresas fazem parte do projeto: dez pré-incubadas no Hotel Tecnológico (HT) e quatro incubadas na IUT. As pré-incubadas recebem o chamado “capital semente”, uma bolsa liberada pela própria UTFPR. 

As incubadas recebem recursos do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne). Resultado da parceria entre a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Sebrae, o Cerne é um modelo de gestão que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação.

Neimar Follmann, diretor de Relações Empresariais e Comunitárias (Direc) da UTFPR - Câmpus Pato Branco, acredita que os resultados não devem ser analisados friamente. “Uma das características dos órgãos públicos é a rotatividade das pessoas, dos gestores. Há 20 anos, eu era aluno. Analisando que são oito empresas graduadas em 78, pode parecer pouco. Mas, os outros grupos podem ter encontrado outras formas de empreender, apenas não conseguimos monitorar. O mais importante é que a incubadora está contribuindo para criar uma cultura empreendedora”, reflete Neimar.

O diretor destaca a relevância dos resultados inicialmente apresentados. “Os números de 2017, mesmo preliminares, são fantásticos. Um ano de impostos (R$ 3,45 milhões) compensa os investimentos de 20 anos, tranquilamente”, calcula. Neimar Follmann ressalta ainda a importância do edital do Cerne na solidificação do processo.

O consultor do Sebrae/PR, Elizandro Ferreira, explica que os investimentos realizados junto ao Cerne, para as incubadoras, e no edital de Educação Empreendedora, fazem parte do projeto de fortalecimento do ecossistema de inovação. Foram investidos R$ 340 mil nos últimos dois anos, somando os dois editais. “A incubadora trabalha o desenvolvimento das habilidades empreendedoras nos jovens e proporciona um campo para o surgimento de iniciativas inovadoras. O Sebrae/PR trabalha fortemente nessas linhas e, portanto, é natural que a parceria aconteça”, observa.

Fonte: Savannah Comunicação Corporativa - empresa licitada do Sebrae/PR - Antônio Menegatti

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