Regional
terça, 16 de maio de 2017
Entidades empresariais querem avaliar proposta de privatização da BR 153
Com a presença de diretores da Coordenadoria da Associações Comerciais e Empresariais do Sudoeste do Paraná (Cacispar), Acepb, Federação das Indústrias (Fiep), sindicatos das empresas de Metalurgia, de Móveis e Madeira, dos Contabilistas e de Transportes Coletivos (Sindimetal, Sescap, Sindimadmov e Rodosul), Associação dos Sindicatos Rurais (Assinepar), Sest/Senat, do Sindmadmov, Amsop, Sebrae, Instituto Regional de Desenvolvimento da Agência de Desenvolvimento, do Sesi, do Senai, entre outras organizações de classe e empresários aconteceu sexta-feira, 12, reunião para discutir o interesse do Governo Federal em inserir praças de pedágio em 284,85 km da BR153 (de General Carneiro a São Mateus do Sul).
O assunto preocupa as lideranças que temem que se repita o que já ocorreu no Estado: pressa do Governo do PR em licitar e pedágios com preços exorbitantes, transferindo para as concessionárias ganhadoras e, consequentemente, as comunidades, o peso financeiro de obras que deveriam ser atribuição da gestão pública. Existem duas alternativas de entendimento do grupo: criar pedágios de manutenção e, por não envolverem investimentos de infraestruturas, são mais acessíveis ou não permitir ao Governo do Estado o pedágio, aguardando outras gestões para aprimorar as condições da rodovia.
Porém, tanto para uma opção como para outra, concluiu-se ser importante um estudo técnico mais aprofundado sobre o assunto, confrontando-o com dados repassados pelo governo e defendidos veementemente pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná), incluindo nele, inclusive, a eliminação do desvio de Marmeleiro com a simples ampliação da rodovia nos pontos onde passa pela cidade. Os participantes puderam acompanhar explanações do engenheiro Márcio Fernandes, um dos principais nomes da área no Estado, inclusive responsável pelo projeto de construção da rodovia entre Palmas e General Carneiro. e propõe um estudo mais detalhado do projeto de pedágio proposto pelo Governo.
Acompanhado de João Arthur Mohr, da Fiep, Márcio evidenciou que o projeto envolve investimentos de R$ 2,95 bilhões pode, ainda ser revisto. Segundo ele, a rodovia é "assassina" tal o volume de acidentes com vítimas fatais e, de fato, deve ser alvo de reflexão e atitudes por parte das autoridades, mas o modelo a ser adotado pode ser modificado e não corresponder à proposta original. Para tal iniciativa, porém, são necessários dados e estudos mais precisos.
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